‘Bingo’, ‘A torre negra’ e ‘O castelo de vidro’ são estreias da semana nos cinemas


‘Na mira do atirador’ e ‘Doidas e santas’ também estão na lista de novidades nas telonas.

O filme nacional “Bingo: O rei das manhãs”, a ação “A torre negra” e o drama familiar “O castelo de vidro” são os destaques entre as estreias desta quinta-feira (24) nos cinemas brasileiros.

O primeiro é inspirado na vida de Arlindo Barreto, ex-intérprete do palhaço Bozo. Quem estrela é Vladimir Brichta. Bingo é o nome fictício do personagem bobinho criado nos Estados Unidos que chegou ao Brasil em 1980. Exibido pelo SBT, o programa foi um sucesso. Mas, para isso, precisou virar uma versão politicamente incorreta da atração original.

Também chegam aos cinemas o longa “Na mira do atirador” e o nacional “Doidas e santas”.

Bingo: O rei das manhãs

Se é verdade que o melhor do Brasil é o brasileiro, esse espírito poucas vezes chegou às telas de cinema. É a internet que, quase sempre, consegue reconhecer a essência irônica, zoeira e meio nonsense da vida real por aqui.

Mas “Bingo: O rei das manhãs”, inspirado na vida de Arlindo Barreto, ex-intérprete do palhaço Bozo, estreia com jeitinho de meme. Mesmo ao retratar uma época em que interatividade era poder ligar para seu apresentador de TV favorito.

No filme, Bingo (Vladimir Brichta) se transforma numa caricatura perfeita da loucura viralizável dos anos 80. E, carregado de nostalgia, o filme reproduz a psicodelia da TV (na frente e atrás das câmeras) e a atmosfera vibrante da época.

A torre negra

Não é preciso ter lido nenhum dos oito livros da série “A torre negra”, de Stephen King, para perceber que faltam muitas coisas na adaptação de Nikolaj Arcel – a ponto de o filme não ter pé, nem cabeça. O resultado parece um trailer de 90 minutos de algo que um dia poderia ter alguma consistência.

A ideia é combinar ficção científica, fantasia, faroeste e terror, mas nenhum dos gêneros é muito desenvolvido, assim como os personagens. Roland Deschain (Idris Elba) é o último Pistoleiro, numa eterna batalha com um sujeito conhecido como o Homem de Preto (Matthew McConaughey), num mundo paralelo.

O cenário muda com a chegada do garoto Jake Chambers (Tom Taylor), com poderes paranormais, que ajudará na proteção da Torre Negra, que aparentemente segura o universo em pé. De qualquer modo, tudo é tão confuso que chega ser uma tentativa em vão fazer uma sinopse do filme.

O castelo de vidro

Essa adaptação do livro de memórias da colunista Jeannette Walls é mecânica e fria demais para dar conta da vida de uma família vivendo de forma no mínimo inusitada, porque o patriarca (Woody Harrelson) quer “estar fora do sistema”.

A infância da protagonista é marcada por uma queimadura de 3º grau, quando fazia almoço, enquanto sua mãe (Naomi Watts), pintava um quadro, e mudanças constantes de casa – toda vez que um cobrador descobria o endereço da família. Brie Larson interpreta a personagem na transição para a vida adulta, e, no final dos anos de 1980, quando, já famosa em Nova York, ainda não consegue lidar com seu passado.

Dirigido por Destin Daniel Cretton, o filme tem problemas de ritmo e tom, não funcionando muito bem nem como uma comédia agridoce, nem como drama inspirado em fatos reais.

Na mira do atirador

Em seu novo filme, Doug Liman (diretor do primeiro filme da série “Bourne”) deixa de lado pirotecnias e extravagâncias para acompanhar o embate entre um soldado americano e um sniper iraquiano, na guerra do Iraque.

Dois soldados americanos (Aaron Taylor-Johnson e o lutador John Cena), estão numa região devastada. O ano é 2007, quando a guerra supostamente já acabou. Um deles sai do esconderijo e leva um tiro. O companheiro vai em seu auxílio e também é ferido, mas de maneira menos grave, tanto que consegue esconder-se atrás de um muro que está ruindo. Assim, consegue fazer contato por rádio com o atirador adversário (Naith Nakli), que espera para matá-lo.

Começa um jogo de gato e rato pela sobrevivência, em que o soldado americano enfrenta, com palavras, aquele que pode ser o maior atirador dessa guerra, também conhecido como “o anjo da morte”. Liman reduz a tensão a poucos elementos e tira proveito de tudo, desde o cenário até os personagens e diálogos, que ajudam a superar os buracos na trama.

Doidas e santas

Partindo do livro de Martha Medeiros e da peça nele inspirada, de Regiana Antonini, esta pretende ser uma comédia que resgata diversos tipos femininos vivendo dilemas da contemporaneidade.

A protagonista é Maria Paula, vivendo Beatriz, uma terapeuta de casais de sucesso, autora de diversos bestsellers, que se encontra, aos 40 anos, numa crise pessoal com o próprio marido, Orlando (Marcelo Faria). As outras mulheres da família são sua filha adolescente, Marina (Luana Maia), sua mãe Elda (Nicette Bruno) e uma irmã, Berenice (Georgina Góes), que é ecologista profissional e viajante.

Em tese, é uma boa ideia alinhar mulheres de idades e personalidades diferentes, esticando o fio da história a partir do comportamento extrovertido e bizarro de Elda, da militância verde de Berenice e da irreverância de Marina. Mas a engrenagem do filme, dirigido por Paulo Thiago, é toda emperrada e nenhuma situação flui com a leveza esperada.

Fonte: G1 /(Cineweb, via Reuters)

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