O papel da mulher na luta pela democracia é tema de Audiência Pública na Alese


“O papel da mulher na luta pela democracia no Brasil e na América Latina” é tema de Audiência Pública que ocorre nesta quarta-feira, 07, às 14h30min, no Plenário da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese). A jornalista, historiadora e coordenadora do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), Claudia Santiago Giannotti, estará a frente falando sobre o tema.

“Como o tema é a participação das mulheres na luta pela democracia, vou falar sobre a luta cotidiana delas para que sua vida seja democrática, as mulheres trans também estão inseridas, devem ser respeitadas. Vou falar sobre a origem do dia 8 de março, como que surgiu essa data e vou dar exemplos da participação das mulheres pela luta da democracia em várias países”, informa Cláudia Santiago Giannotti.

Cláudia possui vasta pesquisa sobre a memória da história de luta das mulheres. Para ela, apesar das mulheres conquistarem espaço na sociedade, estas ainda não estão em pé de igualdade com os homens. “A questão da mulher absurdamente ainda não foi resolvida. Por mais que a gente tenha avançado bastante. É possível ver universidades cheias de mulheres, assim como metade do mercado de trabalho composto por elas, porém, vemos que os salários são baixos, comparados os dos homens são inferiores. Esse é um dos desafios. Outro exemplo que costumo falar é, se em uma família só um dos filhos podem estudar, o escolhido vai ser sempre o filho homem, isso causa problemas para o resto da vida naquelas mulheres”, ressalta.

A coordenadora destaca um dado importantíssimo da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Uma em cada três mulheres no mundo sofrem de violência doméstica, ou seja, o bater é uma coisa tão das “cavernas”, uma coisa tão antiga. Como é que pode um homem achar que tem o direito de bater na sua mulher? E ele bate, é muito comum isso acontecer, se bebe então”, destaca.

Questionada sobre como as mulheres devem combater a violência, relacionamentos abusivos, Cláudia fala que deve haver a solidariedade de outras mulheres, isto é, disseminar conhecimento sobre o assunto. “As mulheres precisam conversar com as outras, ganhá-las, trazendo essa ideia que ela pode ser livre, independente, dona do seu potencial e sem amarras, deve haver a solidariedade com a mulher trabalhadora”, declara.

 

Fonte: CINFORM

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