Quando o conceito não vira defeito


Ao longo do tempo fomos instruídos ou induzidos a olhar com os olhos dos outros, a ver no outro o nosso melhor modelo de perfeição; o sonho, a formatação ideal de tudo o que representamos e aprendemos com a lentidão das lesmas ou das tartarugas; e a duras e patacas penas submergimos em conceitos e preconceitos. O que fazer? O que faço? Redescobrir é necessário, espelhar é preciso, na net, zap, face, insta, hashtag, tudo isso virou moda e conceito e eu, na velocidade das tartarugas, corro apressado pescando aqui e ali os mesmos interesses e são tantos que saio no “Ctrl C Ctrl V” me achando o máximo. Sendo o dono das verdades comuns, o senhor do feudo administrativo com direito a regras onde a lei independe de mim porque também vieram do “Ctrl C Ctrl V”. E eu, preciso me descobrir a todo instante, a todo acesso, todos os dias, onde habita o frio da compatibilidade comum, preciso me vestir na tendência dos meus próprios pensamentos e desfilar na net o íntimo do teor banal e reverter em clicks (acesso), milhões de seguidores, amigos desconhecidos que para mim são os melhores e nessa corrida tecnológica que vivenciamos a FALA é o símbolo do silêncio da solidão que habita também os pensamentos comuns. “kkkkkkk “, “ hahahaha” “rsrsrsrsrsr” é tudo que eu quero e preciso dizer para esse prazer instantâneo que me faz  feliz. Ah. Esse é meu preconceito. Quer falar # me procure kkkkkkkkk.

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