Análise: evolução do Vasco alimenta esperança de título e amplia dilema na temporada
Pedro Emanuel corrige estratégia e despacha Vitória com autoridade, no Barradão
Foto: Matheus Lima
O Vasco despachou o Vitória com autoridade e está nas semifinais da Copa do Brasil pelo terceiro ano consecutivo. Um confronto de 180 minutos que evidenciou, mais uma vez, uma equipe organizada sob comando de Pedro Emanuel e alimenta as esperanças do torcedor de que 2026 possa apagar as dolorosas cicatrizes da temporada passada e terminar com o que escorreu pelas mãos: o título da Copa do Brasil.
As estratégias de Pedro Emanuel
Contra o Vitória, o Vasco começou o jogo com marcação em bloco mais baixo e teve dificuldade no jogo. O Vitória buscava levar perigo nos cruzamentos e aproveitava o alto volume de faltas para alçar bolas na área vascaína. O time mandante esbarrava nos erros técnicos para concluir a gol, mas a proximidade da bola da meta de Léo Jardim gerava alerta.
Pedro Emanuel em Vitória x Vasco — Foto: Márcio José/AGIF
Depois da dificuldade inicial, Pedro Emanuel mudou a estratégia. Apesar de a equipe ainda não ter tanta posse de bola, o técnico português subiu a linha de marcação e optou por sair com passes mais longos. Quando não ganhava as disputas, havia maior pressão no campo ofensivo para tentar recuperar a bola rapidamente.
Sosa foi um pilar para a estratégia funcionar. O volante argentino recuava e praticamente formava uma linha de três com Cuesta e Robert Renan na defesa e era o responsável por controlar a distância entre as duas linhas do Vasco. A melhor partida do novo reforço do Vasco, fundamental nas interceptações e nos desarmes.
Os movimentos do argentino permitiam o salto de Puma Rodríguez e Lucas Piton para a segunda linha de marcação — e Andrés Gómez e Adson movimentavam-se mais para o meio para congestionar o setor e não permitir as infiltrações dos jogadores do Vitória. Já no primeiro tempo, o Vasco levou mais perigo e poderia ter aberto o placar. Spinelli teve duas oportunidades claras em cabeçadas, uma delas direto na trave direita. Depois, foi a vez de Ramon Rique tirar tinta da trave.
Com a vantagem do placar e o clima de apreensão no estádio, o Vasco começou a ganhar o controle da partida no segundo tempo e aproveitar os espaços para atuar em transição. Foi assim que Andrés Gómez arrancou do campo de defesa, driblou Luan Cândido e fez gol muito parecido com o do primeiro jogo para abrir o placar. Nos acréscimos, Puma apareceu como atacante, tabelou com Colidio e chutou forte cruzado no canto direito de Arcanjo para selar a classificação para a semifinal.
Fonte: GE / Globo
