quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Copa do Brasil

Análise: evolução do Vasco alimenta esperança de título e amplia dilema na temporada

Pedro Emanuel corrige estratégia e despacha Vitória com autoridade, no Barradão

Foto: Matheus Lima

Vasco despachou o Vitória com autoridade e está nas semifinais da Copa do Brasil pelo terceiro ano consecutivo. Um confronto de 180 minutos que evidenciou, mais uma vez, uma equipe organizada sob comando de Pedro Emanuel e alimenta as esperanças do torcedor de que 2026 possa apagar as dolorosas cicatrizes da temporada passada e terminar com o que escorreu pelas mãos: o título da Copa do Brasil.

O Vasco elimina o adversário com justiça. Por quase 90 minutos, teve um jogador a menos e foi superior em São Januário. Depois, mostrou-se organizado para controlar a pressão, ajustar as estratégias e ser novamente melhor no Barradão — estádio este que havia sido o grande trunfo para o time baiano reverter resultados e eliminar Flamengo e Athletico-PR com propriedade em fases anteriores da Copa do Brasil.

As estratégias de Pedro Emanuel

Contra o Vitória, o Vasco começou o jogo com marcação em bloco mais baixo e teve dificuldade no jogo. O Vitória buscava levar perigo nos cruzamentos e aproveitava o alto volume de faltas para alçar bolas na área vascaína. O time mandante esbarrava nos erros técnicos para concluir a gol, mas a proximidade da bola da meta de Léo Jardim gerava alerta.

Pedro Emanuel em Vitória x Vasco — Foto: Márcio José/AGIF

Depois da dificuldade inicial, Pedro Emanuel mudou a estratégia. Apesar de a equipe ainda não ter tanta posse de bola, o técnico português subiu a linha de marcação e optou por sair com passes mais longos. Quando não ganhava as disputas, havia maior pressão no campo ofensivo para tentar recuperar a bola rapidamente.

Sosa foi um pilar para a estratégia funcionar. O volante argentino recuava e praticamente formava uma linha de três com Cuesta e Robert Renan na defesa e era o responsável por controlar a distância entre as duas linhas do Vasco. A melhor partida do novo reforço do Vasco, fundamental nas interceptações e nos desarmes.

Os movimentos do argentino permitiam o salto de Puma Rodríguez e Lucas Piton para a segunda linha de marcação — e Andrés Gómez e Adson movimentavam-se mais para o meio para congestionar o setor e não permitir as infiltrações dos jogadores do Vitória. Já no primeiro tempo, o Vasco levou mais perigo e poderia ter aberto o placar. Spinelli teve duas oportunidades claras em cabeçadas, uma delas direto na trave direita. Depois, foi a vez de Ramon Rique tirar tinta da trave.

Com a vantagem do placar e o clima de apreensão no estádio, o Vasco começou a ganhar o controle da partida no segundo tempo e aproveitar os espaços para atuar em transição. Foi assim que Andrés Gómez arrancou do campo de defesa, driblou Luan Cândido e fez gol muito parecido com o do primeiro jogo para abrir o placar. Nos acréscimos, Puma apareceu como atacante, tabelou com Colidio e chutou forte cruzado no canto direito de Arcanjo para selar a classificação para a semifinal.

Fonte: GE / Globo

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