Cobiça de Trump pelas “terras raras” do Brasil, acirra disputa geopolítica


“Um governo autoritário é insustentável em uma nação de hábitos livres”
(Rui Barbosa)

Não é segredo para ninguém que os EUA, sempre teve ‘olho grande’ nas riquezas minerais do Brasil. Mas até aí, tudo bem. Tio Patinhas sempre foi avarento e narcisista, sempre se achou o dono do mundo. O problema é quando a cobiça impetrada por Donald Trump começou a atrapalhar as relações mantidas por mais de 200 anos, entre EUA e Brasil, sob o pseudo pretexto de que o Tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, prestes a entrar em vigor no dia 01 de agosto, tem a ver com uma suposta perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro, pelo ministro Alexandre de Moraes, numa clara tentativa infame e desesperada de tentar salvar o amiguinho do xilindró. Tudo isso, para despistar o real propósito: as terras raras do Brasil, que são aqueles minerais que são fundamentais para o setor de tecnologia e que o Brasil é o detentor da segunda maior reserva do mundo, atrás apenas da China.

Esse plano já havia sido engendrado há um bom tempo, basta observar propostas que foram aprovadas no Congresso Nacional, como o desmonte do licenciamento ambiental e o desmonte da legislação protetiva dos direitos indígenas, o que fez aumentar a cobiça das grandes mineradoras. Não nos esqueçamos que o PL da devastação não é apenas uma violência ao Brasil e ao seu povo, e sim, uma violência à vida do planeta. As terras indígenas tem valor enorme para a proteção da vida, e o nosso Congresso Nacional aprovou de forma infame o Marco Temporal, para literalmente deixar “A BOIADA PASSAR”, como disse Ricardo Salles, quando era ministro do Meio Ambiente no Governo Bolsonaro.

A reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, às investidas do governo norte-americano, às terras raras do Brasil foi imediata: “aqui ninguém mete a mão”. Mas o presidente Lula é um estadista que sabe da responsabilidade dele junto ao povo brasileiro e disse que está disposto a negociar com os EUA dentro da civilidade e de acordos comerciais, fora do tom de ameaças e chantagens. Mas que o Brasil está disposta a aplicar a Lei da Reciprocidade se for necessário.

Não precisa ser um gênio para perceber que “jamais” o presidente Lula, iria se submeter às chantagens de Trump com relação a anistia. Primeiro, porque a proposta é digna de terraplanistas e das ditaduras, já que para isso, teria que intervir no Supremo Tribunal Federal e destituir o ministro Alexandre de Moraes, como pediu Trump, o deputado Bananinha e seu irmão, o senador Rei das Rachadinhas.

Lula também disse em um pronunciamento formal que as plataformas digitais devem cumprir as leis brasileiras, em claro direcionamento as Big Techs, dizendo que o governo está disposto tanto a negociar, quanto a retaliar.

O governo brasileiro está tentando a todo custo, negociar com os EUA, e para isso, escalou uma comissão de senadores para uma missão oficial para iniciar diálogos pelo fim do tarifaço, composta por: Senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, Tereza Cristina (PP-MS) e Marcos Pontes (PL-SP), ex-ministros do ex-presidente Jair Bolsonaro, além dos senadores Rogério Carvalho (PT-SE), Carlos Viana (Podemos-MG), Fernando Farias (MDB-AL) e Esperidião Amin (PP-SC).

Apesar de grandes prejuízos na economia brasileira com o Tarifaço de Trum, que causa desemprego, diminuição nas exportações, elevação do custo dos produtos, dentre tantos outros fatores,  os preços de alguns produtos brasileiros nos EUA também já começam a afetar a vida do consumidor norte-americano, os custos com suco de laranja, café e hamburger, já começaram a disparar, mesmo antes do tarifaço entrar em vigor.

Para o bem da geopolítica das duas nações, uma mesa de negociações é o melhor caminho.

Por Cláudio Hiroshy

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