Estância precisa estabelecer urgentemente o “toque de recolher”

O avanço da pandemia da Covid-19 na cidade é assustador, uma vez que, já está com 50 casos confirmados, de acordo com o Boletim atualizado hoje à noite, sexta-feira, 08/05, pelas autoridades sanitárias estaduais.
Estância registra a triste cifra de segundo lugar fora da grande Aracaju. O que é motivo robusto e de sobra para novas e eloquentes medidas.
O município é acessado por diversas rodovias estaduais e uma federal, além de um litoral aberto e extenso, que possibilita grande mobilidade humana e serve como óbice para um
maior controle epidemiológico.
Sem contar que nos últimos dias o isolamento social foi fragilizado devido à procura pela ajuda emergencial do governo federal, junto à Caixa Econômica Federal – CEF e o péssimo exemplo do presidente Jair Messias Bolsonaro, que diariamente tripudia da ciência.
As autoridades municipais, em nome do secretário de saúde, Lourival Júnior, têm apelado de diversas formas, especialmente através da imprensa tradicional e das redes sociais para que a população fique em casa, objetivando apenas a circulação de pessoas que atuam em atividades essenciais e o controle do número de contaminados.
Todavia a taxa de isolamento aferida por aplicativos de celular e programas específicos tem se mantido em patamares baixos, ameaçando o aumento da curva de infectados pelo coronavírus.
O número de leitos disponíveis no Hospital Regional Jessé de Andrade Fontes, para tratamento da Covid-19, é apenas de 12, o que é insuficiente e já está com lotação de cerca de cinquenta por cento.
Na próxima segunda, 11/05, o governo do estado instalará uma Unidade de Terapia Intensiva – UTI com capacidade também de 12 leitos, visando atender toda a região sul, o que poderá ser insuficiente se a quantidade de pessoas infectadas continuar crescendo.
É bem verdade que a gestão municipal, através da Secretaria de Saúde, num primeiro momento tomou iniciativas importantes, como o Gabinete de Crise com reuniões diárias e o Posto do Conjunto Valadares como Unidade Sentinela de referência.
Todavia, no presente instante, o senhor prefeito municipal, Dr. Gilson Andrade, precisa tomar um novo conjunto de medidas contundentes, incluindo o “toque de recolher”, ou num futuro próximo o sistema de saúde local entrará em colapso e o preço será a perda de vidas preciosas.
É preciso fazer isso em nome da vida estanciana antes que seja tarde demais. Com a vida não se brinca, ela é o maior bem que existe.
José Domingos Machado Soares
(Dominguinhos)
Professor e presidente do PT de Estância.
