Montadoras alemãs são acusadas de testar diesel com macacos e humanos
A service area at a Volkswagen dealership in Los Angeles, California on June 28, 2016. Volkswagen has agreed to pay out $14.7 billion in a settlement with US authorities and car owners over its emissions-cheating diesel-powered cars. The settlement filed in federal court calls for the German auto giant to either buy back or fix the cars that tricked pollution tests, and to pay each owner up to $10,000 in cash. / AFP / Mark Ralston
Desde sábado, a Volkswagen afirma que “toma claramente distância de qualquer forma de maus-tratos animais”, após a revelação do jornal The New York Times sobre testes realizados com macacos por três montadoras.

Frankfurt am Main, Alemanha – Os fabricantes de automóveis alemães Volkswagen, Daimler e BMW se confrontavam nesta segunda-feira (29/1) com informações da imprensa segundo as quais foram realizados testes de emissões de gás com macacos e também humanos.
Desde sábado, a Volkswagen afirma que “toma claramente distância de qualquer forma de maus-tratos animais”, após a revelação do jornal The New York Times sobre testes realizados com macacos pelas três montadoras citadas, e também pelo grupo alemão Bosch.
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Os testes foram realizados em 2014 em território americano por parte de um organismo europeu de saúde no setor do transporte, o UEGT, fundado pelos quatro grupos. Mas o caso adquiriu uma nova dimensão nesta segunda, quando o jornal alemão Süddeutsche Zeitung afirmou que estes testes sobre os efeitos de inalação de óxidos de nitrogênio (NOx) também foram realizados com 25 humanos com boa saúde.
Bernd Althusmann, ministro da Economia da Baixa Saxônia, um estado federal acionista da VW, classificou essas experiências de “absurdos indesculpáveis”, informou a agência DPA.
No final de 2015, o grupo Volkswagen admitiu ter equipado 11 milhões de veículos diesel com um programa de computador que falseava os testes antipoluição e ocultava as emissões que eram, às vezes, 40 vezes superiores ao autorizado pelas normas vigentes.
Depois do “dieselgate”, as montadoras alemãs decidiram acabar com a atividade do UEGT, atualmente em liquidação, segundo o Süddeutsche Zeitung.
Fonte: Correio Braziliense
