Paulo Ricardo à frente da Secretaria de Cultura vem mostrando porque tem a aprovação da maioria dos artistas estancianos


Os termos e conceitos para definir CULTURA são vastos. Mas a filósofa Marilena Chauí define cultura como “a capacidade humana de se relacionar com o ausente através de símbolos como a linguagem e o trabalho, moldando a percepção de tempo, espaço e valores como bom, mau, belo e feio”. E vai além, quando afirma que “a cultura é a forma como os humanos se posicionam no mundo, permitindo a memória do passado e a construção do futuro, e não se limita a saberes intelectuais, mas abrange todas as práticas e manifestações da vida social.”

Com base nessa brilhante definição, é notório que a cidade de Estância, é sim, uma das cidades com maior potencial cultural e artístico de Sergipe. Terra de grandes intelectuais como Graccho Cardoso, José Maria Gomes de Souza, Raymundo Souza Dantas, Gilberto Amado, Constantino Gomes de Souza,, Gumercindo Bessa, dentre tantos outros. E de excepcionais artistas como Zé de Dome , Judite Melo, Jorge Maravilha, Rogério Cardoso, Maurício Oliveira, etc. Foi a cidade de Estância quem ensinou o povo sergipano a ler jornal, com o primeiro jornal impresso o Recopilador Sergipano, fundado em setembro de 1832, há mais de 193 anos.

Estância, também conhecida como Cidade Jardim de Sergipe é a cidade dos poetas, dos músicos, dos bailarinos, da cultura popular. Nada é mais belo que ver uma batucada quando está se apresentando e um barco de fogo correndo no arame. É contagiante. Aqui acontece o mais antigo e importante festival de poesia falada de Sergipe, o FESPOFALE – Festival de Poesia Falada de Estância

Mas, e o que tem Paulo Ricardo a ver com tudo isso?

Agora é que fica interessante, porque a resposta é simples: Tudo! Paulo Ricardo apesar de ser um artista das artes cênicas, foi forjado atuando na cultura popular, já participou de batucadas, quadrilhas, festivais de poesia, espetáculos teatrais e como membro do Conselho Municipal de Políticas Culturais, posso afirmar que foram várias as reuniões de escuta junto ao CMPC para nortear a política cultural na nossa cidade. A proativa e versatilidade de Paulo, que é um artista do teatro e agora também da dança contemporânea (risos) passa credibilidade junto à classe artística local, atuando como um verdadeiro trabalhador da cultura. É bem verdade que há muito a ser feito, mas acredito que muitos passos estão sendo dados. É preciso que lhe seja dada às condições de desempenhar aquilo que lhe é peculiar… cultura.

As palavras proferidas por Fábio Sabath e direcionadas a Paulo Ricardo logo após a Mostra Coreográfica de Primavera: Orquídea Louca Mutante (que para mim foi um evento excepcional), foram tão belas e de tamanha profundidade que fazendo uma análise fria e crua, encontramos ali… na persona de Paulo Ricardo, um ator, um corpo dançante, um agente cultural e um Secretário de Cultura que além de boas ideias, está sempre disposto a colocar a mão na massa, aplicando sempre os valores culturais e democráticos ao ouvir os agentes culturais da Capital Brasileira do Barco de Fogo. Acredito que não haja hoje, em Estância, entre as mais diversas linguagens culturais, alguém que possa questionar o trabalho que vem sendo realizado por Paulo Ricardo à frente da Secretaria Municipal da Cultura.

Espero que todo o sistema cultural que foi iniciado em 2015, com Mário Dias à frente da Secretaria Municipal da Cultura – SECULT, quando da instalação do Conselho Municipal de Políticas Culturais,  possa finalmente ser solidificado com o Fundo Municipal de Cultura, que além de um pleito, é um sonho antigo do setor cultural estanciano, porque a cultura real começa com investimentos em quem faz a cultura acontecer.

SALVE ESTÂNCIA!

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