República Democrática do Congo tem novo surto de ebola


O país ainda enfrenta o coronavírus, com mais de 3 mil casos, e o pior surto de sarampo do mundo que já levou à morte mais de 6 mil pessoas

A República Democrática do Congo acionou na terça-feira 2 a sua resposta a um novo surto de ebola no noroeste do país, enquanto ainda combate um surto da mesma doença contagiosa no nordeste, onde o vírus já matou quase 2.300 pessoas desde agosto de 2018.

O novo surto, declarado nesta segunda-feira em Mbandaka, capital da província de Equador, piora a já delicada situação sanitária desse país centro-africano, que também luta contra a epidemia de covid-19 (72 mortes e 3.326 casos) e o pior surto de sarampo do mundo, com 6.779 mortes e 369.520 casos.

O governador de Equador, Bobo Boloko, anunciou no fim de semana que testes locais em corpos de quatro pessoas que morreram no dia 18 de maio, em um distrito da região, confirmaram que poderia ser o ebola. Amostras foram enviadas ao Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica, em Kinshasa, e deram resultado positivo, segundo o governo do país.

Em 16 de maio, a República Democrática do Congo confirmou que havia dado alta ao último paciente infectado com ebola no nordeste do país. As autoridades esperam poder declarar o fim oficial do surto, o décimo do país, no fim de junho, depois de completados 42 dias sem novos casos.

O último paciente com ebola recebeu alta hospitalar em 14 de maio em Beni, cidade que foi um dos epicentros do surto declarado em agosto de 2018. Ainda assim, as autoridades de saúde devem se manter vigilantes durante as próximas semanas para confirmar se aparecem novos casos.

Em abril passado, quando o país estava a apenas três dias de cumprir o prazo para declarar o fim do surto de ebola, um novo contágio positivo levou ao adiamento do anúncio e, desde então, o ressurgimento provocou quatro mortes. O atual surto é o pior da história do país, com 3.462 casos e 2.279 mortes, segundo os números da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O surto anterior no país, o nono, ocorrera justamente em Equador, e fora declarado em 8 de maio de 2018. Até o fim, em 24 de julho do mesmo ano, foram registrados 54 casos, dos quais 33 morreram e 21 sobreviveram. A província de Equador está situada a mais de 2 mil quilômetros da área do nordeste do país onde, desde agosto de 2018, ocorre um combate contra o surto da doença contagiosa.

Fonte: CartaCapital

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