Restrições para conter ômicron é ampliada na Europa; Holanda inicia lockdown
Os casos da nova variante estão dobrando a cada 1,5 a 3 dias em lugares com transmissão local na comunidade
Na Holanda, todas as lojas, restaurantes, bares, cinemas, museus, teatros e outros serviços não essenciais devem fechar até 14 de janeiro (Foto: Pexels)
O avanço desenfreado da nova variante da covid-19, Ômicron, tem deixado o mundo em alerta, principalmente a Europa que vê os casos se multiplicarem assustadoramente. De 1,5 a 3,0 dias os casos estão dobrando nos lugares com transmissão local. Os Ministros na França, Chipre e Áustria aumentaram as restrições a viagens. Paris cancelou a queima de fogos de artifício do réveillon. A Dinamarca fechou teatros, salas de concerto, parques de diversões e museus. A Irlanda impôs um toque de recolher às 20 horas em pubs e bares, além da participação limitada em eventos internos e externos. O prefeito de Londres, ressaltou a preocupação com o aumento de casos e o potencial de sobrecarregar o sistema de saúde. No sábado, foi implementada uma medida que permite que os conselhos locais na capital britânica possam coordenar os trabalhos de forma mais próxima com os serviços de emergência.
A Holanda iniciou um novo lockdown neste domingo, com o objetivo de tentar conter o avanço da nova variante. Todas as lojas, restaurantes, bares, cinemas, museus, teatros e outros serviços não essenciais devem fechar até 14 de janeiro. As faculdades e escolas poderão ser reabertas em 9 de janeiro, dependendo da situação. O país também limitou o número de pessoas que podem ir como hóspedes a uma casa, que caiu de quatro para duas, exceto nos dias de Natal e Ano-novo. Longas filas se formaram nas lojas na manhã de sábado, quando as pessoas correram para fazer suas compras de Natal. A decisão acompanha diversas medidas e restrições dos países europeus frente ao aumento de casos impulsionado pela nova variante.
Shopping centers, catedrais e estádios de futebol na Grã-Bretanha foram convertidos em centros de vacinação em massa.Na Irlanda, o primeiro-ministro, Micheal Martin, disse, em discurso na sexta-feira, que as novas restrições são necessárias para proteger vidas. “Estamos todos exaustos com a covid-19 e as restrições que ela exige. As voltas e reviravoltas, as decepções e as frustrações afetam muito a todos. Mas é com a realidade que estamos lidando”.
Com informações do G1
