Revanchismo em Estância?: André Graça inicia exonerações após revés nas urnas
Primeiras baixas atingem Cardosinho, Ronaldo Liberal e o ex-vereador Matheus Noventa, todos com histórico recente de apoio público a candidaturas adversárias.
Foto ilustrativa feita por IA
A ressaca eleitoral começou a cobrar seu preço político nos corredores da Prefeitura de Estância. Sob a gestão do prefeito André Graça (PSD), o Diário Oficial do município passou a estampar as primeiras canetadas de uma retaliação administrativa contra servidores comissionados que não marcharam com o projeto do chefe do Executivo no pleito de 2026.
Entre as primeiras vítimas confirmadas do expurgo governista estão nomes conhecidos no cenário político local: Cardosinho, Ronaldo Liberal e o ex-vereador Matheus Noventa.
Chama a atenção no meio político a “imensa coincidência” que une os primeiros exonerados: todos haviam tornado público, ao longo da campanha eleitoral, o posicionamento contrário aos interesses do Paço Municipal.
Enquanto o prefeito André Graça empenhou a máquina e o capital político da administração para eleger o ex-prefeito Dr. Gilson Andrade para deputado estadual e renovar o mandato de Gustinho Ribeiro na Câmara Federal, os servidores dispensados tomaram rumos opostos.
Dois dos exonerados que foram colocados na gestão pelo próprio André Graça, apoiaram diretamente os candidatos chancelados pelo presidente da Câmara Municipal, o vereador Kaique Freire (PSD), figura que hoje está declaradamente rompida com a gestão de André Graça e que protagonizou um embate direto de influência política na cidade.
O pano de fundo da decisão administrativa não é apenas disciplinar a base, mas o reflexo de uma derrota política que expôs as fragilidades do grupo governista dentro do próprio domicílio eleitoral. Mesmo com o peso da prefeitura, a transferência de votos por André Graça ficou muito aquém do esperado: Dr. Gilson Andrade obteve apenas 6.350 votos em Estância ficando de fora da Assembleia Legislativa, e Gustinho Ribeiro amargou um desempenho tímido na cidade com 3.299 votos, ficando atrás de Cláudio Mitidieri 3.992 apoiado por Kaique Freire e de Márcio Macedo que obteve 4.338 votos na Cidade Jardim de Sergipe.
O recado das urnas foi direto: com a oposição local fortalecida e o próprio presidente do Legislativo despontando como contraponto real de poder, o prefeito André Graça se vê pressionado a repensar os rumos políticos e administrativos de seu mandato se quiser construir e manter a viabilidade eleitoral para 2028.
ACESSE ABAIXO AS EXONERAÇÕES OFICIAIS.
