Rússia avalia banir a importação de carne suína e bovina do Brasil


A Rússia, atualmente negociando com o Brasil sobre o início das exportações de trigo, usou preocupações sobre a ractopomina no passado para alavancar sua posição.

A Vigilância Agrícola da Rússia considerou, nesta quarta-feira, proibir toda a importação de carne suína e bovina do Brasil após encontrar o aditivo alimentar ractopamina em alguns embarques. A informação foi divulgada pela agência inglesa de notícias Reuters, citando o porta-voz do regulador, Yulia Shvabauskene.

A ractopamina é proibida na Rússia, embora alguns países considerem que é segura para consumo humano. A Rússia, atualmente negociando com o Brasil sobre o início das exportações de trigo, usou preocupações sobre a ractopomina no passado para alavancar sua posição em negociações com outros países sobre outros produtos.

O órgão regulador deverá tomar uma decisão sobre uma proibição até o final desta semana, disse a porta-voz. Não foi possível contatar um representante do Ministério da Agricultura para comentar o assunto.

Venezuela

Ainda nesta quarta-feira, a Rússia e a Venezuela assinaram um acordo de reestruturação da dívida. O acordo permite que Caracas faça pagamentos “mínimos” a Moscou, nos próximos seis anos. A medida ajudará o país latino-americano a cumprir obrigações com outros credores, informou o Ministério das Finanças da Rússia.

Sob o acordo, a Venezuela pagará à Rússia um total de US$ 3,15 bilhões, em um período de 10 anos, segundo o ministério. A agência de rating S&P declarou a Venezuela em default seletivo, na terça-feira. O país não conseguiu pagar US$ 200 milhões de dólares em juros para os detentores dos títulos globais; com vencimento em 2019 e 2024.

A Venezuela tem uma dívida externa pública de cerca de US$ 150 bilhões, incluindo US$ 45 bilhões em dívida do governo e outros US$ 45 bilhões da dívida da estatal de petróleo PDVSA. Os dados são do Instituto Internacional de Finanças, que aconselha um grupo de detentores internacionais da dívida venezuelana.

PDVSA

O Ministério das Finanças da Rússia disse ainda, nesta quarta-feira, que a reestruturação deve liberar mais fundos para permitir que a Venezuela desenvolva sua economia; e “melhore a capacidade de pagamento, aumentando as chances de todos os credores recuperarem seus empréstimos”.

A declaração do ministério não mencionou a dívida da PDVSA para a Rosneft. Esta é estimada em agosto pela companhia russa de petróleo em US$ 6 bilhões de dólares.

A dívida da PDVSA não faria parte do acordo. Nesta quarta-feira, o ministro da Economia e Finanças da Venezuela, Simon Zerpa, disse em um briefing que nenhuma dívida corporativa foi incluída no novo acordo. Que este era puramente entre os dois governos.

 

Fonte: Correio do Brasil

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