Sem reforma administrativa, prefeito Gilson Andrade começa a sentir o peso do seu segundo mandato


Por Cláudio Hiroshy

Político que muito promete, logo, logo, torna-se inadimplente. (Rutra Larama)

Rojão! Essa é a palavra mais usada pelos correligionários e amigos próximos para definir o prefeito de Estância, Dr. Gilson Andrade. No entanto, a gestão municipal têm dados sinais de que o “rojão”, que geralmente é utilizado para descrever o potente ‘arrojo’ de um buscapé, na verdade está mais parecido com a força de um ‘pitu maluquinho’, que diverte as crianças no período junino, o qual, nos últimos dois anos deixou profundas saudades nos corações estancianos, devido à pandemia.

O prefeito Gilson Andrade fez muitas promessas de campanha durante o pleito eleitoral, mas o governo municipal visivelmente está degringolando nas mais variadas áreas. As secretarias de Urbanismo, Educação e Saúde, são as mais afetadas pelo desgaste popular e cobrança dos parlamentares na Câmara Municipal. A falta de serviços básicos tem gerado uma série de reclamações, tanto na imprensa, quanto na Câmara de Vereadores, inclusive dentro da própria base de Gilson. Passado o feriadão, os parlamentares terão que votar na sessão pós carnaval, devido o acordo entre a oposição e a base do prefeito, os requerimentos de convocação dos secretários, Aurenita Morgana e Renato Silva Júnior, já protocolados e lidos na tribuna da casa.

Outro imbróglio que Gilson terá que administrar é o piso do magistério, que teve percentual estabelecido em 33,24% pelo Governo Federal e que até agora não foi concedido por parte do prefeito “rojão”,  começando a causar uma insatisfação na categoria, apesar do silêncio ensurdecedor da diretoria da sub-sede do Sintese em Estância, diferentemente da posição do sindicato em Lagarto que rejeitou o reajuste de  20% e acabou ocupando a prefeitura em protesto. Será que na Cidade Jardim de Sergipe vai ter protesto? Torço para que não. Durante todo o seu mandato o prefeito Gilson Andrade dormiu tranquilamente no quesito ‘salário dos professores’ já que pagou em dia por todo o período, o que é uma obrigação administrativa e um direito do trabalhador, diferente do ex-prefeito Carlos Magno que atrasou salários e estremeceu a pouca relação que tinha com os docentes

Apesar de estar em dia com os servidores públicos, Gilson está inadimplente no quesito ‘promessas cumpridas’: Prometeu resolver a problemática do transporte dos estudantes universitários, não cumpriu. Resultado, estudantes pagando até R$ 296,00 para estudar na capital; Prometeu equipar, reestruturar e revitalizar as unidades escolares com espaços destinados ao uso tecnológico, também não cumpriu; Prometeu valorizar e aperfeiçoar o Plano de Cargos e Salários dos servidores da saúde, não cumpriu; Prometeu que os postos de saúde funcionariam nos três turnos, não cumpriu, o que leva milhares de pessoas a procurarem o Hospital Jessé Fontes para tratar problemas de baixa complexidade, como gripes e resfriados; Prometeu ampliar e manter as academias de saúde pública ao ar livre, também não cumpriu, apesar de ter construído algumas, muitas estão com os equipamentos enferrujados e quebrados; Prometeu vê a possibilidade de implantação da ciclovia, não cumpriu; Prometeu realizar um Encontro Cultural em Estância, não cumpriu; Prometeu transformar o Forródromo que leva o nome do saudoso Rogério Cardozo, não cumpriu, pior, vai mudar o nome para João Alves Filho, após a senadora Maria do Carmo ter destinado emenda para revitalização. Foi uma infinidade de promessas feitas em 2017 e não cumpridas. Promessas estas que se transformaram em blá blá blá eleitoral.

Como diz Hideraldo Montenegro: “Em política, quase sempre, quem vence não é o melhor, mas quem convence”. E Gilson convenceu! E por isso foi reeleito para governar Estância por mais quatro anos. Mas, passado apenas um ano do seu segundo mandato, a gestão municipal está quase na UTI, ou pior, no MATO, como já é possível ouvir nas feiras, praças, senadinhos e rodas de conversas.

Não podemos esquecer que Gilson foi reeleito devido os altos índices de rejeição a Ivan Leite e a Carlos Magno nas eleições de 2020, que, naquele momento, estavam apoiando o psolista Márcio Souza, que, por sinal, continua construindo, agregando forças e ainda é uma forte liderança do campo democrático e popular para as próximas eleições.

Não é novidade nenhuma que o governo Gilson Andrade enfrenta uma crise política e administrativa com forte atuação da oposição e o descontentamento visível de uma base que não lhe deve nada. Há rumores inclusive que alguns parlamentares estão inclinados em sair da base e ir somar forças na oposição, causando instabilidade na governabilidade do prefeito.

Além dos números negativos em políticas públicas como: falta de saneamento básico, desemprego galopante, precarização na saúde, pandemia, fome e miséria no município, principalmente nas zonas periféricas, o prefeito precisará lidar com um conflito político-pessoal causada pela possível pré-candidatura de sua filha, Gabriela Meneses, que segundo fontes próximas, está relutante em disputar às eleições neste ano.

A exemplo do governador Belivaldo Chagas, a demora de Gilson na escolha do candidato prejudica o grupo como um todo. E se no apagar das luzes, André e Misael não quiserem mais disputar uma vaga para deputado estadual por enxergarem a fragilidade no andamento da gestão e considerarem o desgaste como incorrigível? Gilson ficará sem representante local na ALESE?

O prefeito Gilson Andrade precisa urgentemente fazer uma reforma administrativa para solucionar uma gama de problemas para o qual foi reeleito. É uma dívida que ele têm com o povo estanciano que lhe deu mandatos de deputado e prefeito. A famosa “Dança das Cadeiras” se faz mais que necessária, caso ainda queira, tentar eleger alguém para uma vaga na ALESE e continuar no jogo do poder. Senão, poderá se juntar aos ex-prefeitos Ivan Leite e Carlos Magno nas altas taxas de rejeição e o ‘rojão’ poderá dar chabu.

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  1. A muito tempo que a gestão de Gilson Andrade está fraca das pernas, muito antes da disputa de 2020.Mais a política é convencimento naquele momento ele convenceu.A gestão que menos valorizou os servidores, pois a mais de 4 anos os servidores não tem um ganho real em seus salários bases a não ser índices inflacionários, enquanto seus CCS tiveram um alimento de 30% nos seus salários esse ano os servidores até hoje ainda não sabe de qto será e qdo sairá os seus .Apesar de ter um sindicato sério e combativo a gestão de Gilson Andrade.Pasmem que ainda temos servidores que seus salários bases ainda é abaixo do mínimo e o prefeito e seus secretários não fazem o menor esforço pra regularizar essa situação.Na cidade de Estância o poder de compra dos servidores apesar de está com seus respectivos salários em dias o poder de compra a cada dia fica menor.Fora as obras paradas que temos na cidade como por exemplo a do lado da catedral ali já passou da hora de nós Estâncianos e estancianas fazermos um bolo de aniversário e chamar o próprio para contar parabéns e apagar as velinhas.
    Att Simone Rocha.

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