segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Medicina

Sergipe registra aumento no número de casos de hanseníase

Sergipe está entre os estados brasileiros que registraram crescimento no número de casos de hanseníase no último ano. O levantamento ainda é parcial, mas já foram notificados 307 novos casos da doença, segundo o governo estadual. A infecção, que é provocada por uma bactéria, é transmitida através de fluidos orais. A doença causa manchas na pele, que se não forem tratadas, podem evoluir até para deformidade de membros, como mãos e pés. Para a responsável técnica da Hanseníase da Secretaria de Saúde de Sergipe, Maria Betânia Faria, a população deve ficar atenta aos sinais do corpo e procurar uma Unidade Básica de Saúde para que haja o diagnóstico precoce.

“O principal surgimento dessa doença é através de lesões na pele, e essas lesões vão ter alterações da sensibilidade. Então, se você tiver uma mancha que seja esbranquiçada ou avermelhada ou com perda ou diminuição de sensibilidade ao calor, à dor, ou ao tocar nesta mancha você não sentir, você pode estar com hanseníase. Então, você tem que procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima da sua residência para que o profissional de saúde possa avaliar essa mancha e dar o diagnóstico”.

Além de enfrentar a doença, quem se depara com a hanseníase também precisa enfrentar o preconceito. A coordenadora-geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde, Carmelita Ribeiro Filha, reforça que não há razão para isolamento do paciente do convívio familiar e social, já que poucos dias após o início do tratamento, a pessoa infectada deixa transmitir a doença.

“Logo na primeira dose que ele começa a tomar, logo no primeiro mês de tratamento, o paciente já perde essa capacidade de transmissão. É importante dizer sempre isso, enfatizar que a transmissão não é tão fácil. Precisa ser da forma multibacilar e precisa estar sem tratamento, e precisa ter uma convivência longa, não é em um primeiro momento que vai transmitir. Por que a gente examina a família? Porque a família convive com essa pessoa que estava doente, sem tratamento por um longo período. Mas, precisa separar roupa? Não precisa. Precisa separar talheres? Não precisa”.

Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse o site.

Fonte: NE Notícias

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