Ao menos 558 mil famílias que vivem na miséria ficam fora do Auxílio Brasil


No último dia 17, o Governo Federal iniciou os pagamentos do Auxílio Brasil, que substitui o Bolsa Família, para 14,5 milhões de beneficiários, que são àqueles que vivem com renda individual de até R$ 89 por mês. O total de benefícios não dá para atender nem as famílias que vivem em extrema pobreza, que atualmente é de 15,06 milhões de famílias, um déficit de 558 mil famílias que já vivem na miséria e não serão beneficiadas pelo novo programa assistencial.

O avanço desenfreado da pobreza no Brasil é fruto da crise sanitária somada a ingerência de um governo negacionista e desumano. Estima-se que o número de famílias desassistidas seja bem maior que 558 mil famílias, já que em maio desse ano, o numero de beneficiários era maior que o número de miseráveis e o programa é destinado não apenas aos que vivem na miséria, mas também aos pobres.

Os números mencionados são do CadÚnico, do Governo Federal. Apesar dos dados de outubro e novembro ainda não terem sido divulgados, a folha de pagamentos de novembro, mostra que foram pagos 14,5 milhões de benefícios, apresentando assim o déficit de 558 mil famílias que vivem na miséria.

O Governo Bolsonaro havia prometido atender 17 milhões de famílias, mas até agora mais de 2,5 milhões de cadastros ainda estão na fila de espera. Desde que Bolsonaro assumiu o governo em 2019, o número de cadastros no CadÚnico só cresceu. Em dezembro de 2018 eram 12,7 milhões de inscritos.

Em Sergipe, houve uma diminuição de 1.836 famílias assistidas pelo Bolsa Família, o que representa uma queda de 0,6% em relação ao Auxílio Brasil.

Fonte: Ministério da Cidadania

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