sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Brasil

Ao menos 558 mil famílias que vivem na miséria ficam fora do Auxílio Brasil

Asien, alte Frau mit Enkelkinder, am Strassenrand in einem Dorf von Laos

No último dia 17, o Governo Federal iniciou os pagamentos do Auxílio Brasil, que substitui o Bolsa Família, para 14,5 milhões de beneficiários, que são àqueles que vivem com renda individual de até R$ 89 por mês. O total de benefícios não dá para atender nem as famílias que vivem em extrema pobreza, que atualmente é de 15,06 milhões de famílias, um déficit de 558 mil famílias que já vivem na miséria e não serão beneficiadas pelo novo programa assistencial.

O avanço desenfreado da pobreza no Brasil é fruto da crise sanitária somada a ingerência de um governo negacionista e desumano. Estima-se que o número de famílias desassistidas seja bem maior que 558 mil famílias, já que em maio desse ano, o numero de beneficiários era maior que o número de miseráveis e o programa é destinado não apenas aos que vivem na miséria, mas também aos pobres.

Os números mencionados são do CadÚnico, do Governo Federal. Apesar dos dados de outubro e novembro ainda não terem sido divulgados, a folha de pagamentos de novembro, mostra que foram pagos 14,5 milhões de benefícios, apresentando assim o déficit de 558 mil famílias que vivem na miséria.

O Governo Bolsonaro havia prometido atender 17 milhões de famílias, mas até agora mais de 2,5 milhões de cadastros ainda estão na fila de espera. Desde que Bolsonaro assumiu o governo em 2019, o número de cadastros no CadÚnico só cresceu. Em dezembro de 2018 eram 12,7 milhões de inscritos.

Em Sergipe, houve uma diminuição de 1.836 famílias assistidas pelo Bolsa Família, o que representa uma queda de 0,6% em relação ao Auxílio Brasil.

Fonte: Ministério da Cidadania

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