quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Brasil

Após massacrar os pobres, inflação e alta nos preços começam a castigar a classe média-alta

Após massacrar os mais pobres, a crise econômica provocada pelo Governo Bolsonaro começa a afetar com maior força a renda do trabalho da classe média-alta nas regiões metropolitanas do Brasil. É o que relata o Boletim Desigualdade nas Metrópoles.

De acordo com o estudo, a renda domiciliar per capita do trabalho dos 10% mais ricos caiu para R$ 6.411, em média, no terceiro trimestre de 2021. O valor é 8% menor do que o verificado em igual trimestre de 2020 quando era de R$ 6.967 nas regiões metropolitanas.

A combinação entre a fragilidade na atividade econômica e a inflação faz com que haja uma alta nos preços dos produtos em todo o país. A pesquisa é produzida em parceria entre PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), Observatório das Metrópoles e RedODSAL (Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina).

A classe média-alta contempla famílias com rendimento domiciliar per capita acima de R$ 3.100 nas metrópoles, de acordo com o professor. Profissionais liberais e empresários de menor porte são exemplos de possíveis integrantes do grupo. O que acaba jogando a renda média dos 10% mais ricos para um patamar superior —acima de R$ 6.000— é a presença de uma camada minoritária de supersalários. Mas, se comparados com os mais pobres, os 10% mais ricos sofreram um baque menor logo após a chegada da pandemia às metrópoles, sinaliza o estudo. Mas a maré começou a mudar nos últimos meses, com a crise prolongada e a escalada inflacionária.

Sandra é professora da rede estadual de ensino e também dá aulas em uma universidade privada. Formada em história e pedagogia, ela vive com uma filha adolescente. “A gente fica constrangida porque vê pessoas passando fome. Não nos falta o alimento, mas é preciso cortar algumas coisas”, relata.

E continua…”É uma perda de qualidade de vida e lazer mesmo, porque o salário não acompanha a alta dos preços, completa.

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