Defesa de Flávio Bolsonaro quer anular provas e arquivar caso Queiroz ainda neste ano


O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) trabalha junto a seus advogados para anular provas e arquivar, ainda neste ano, o caso Queiroz, como ficou conhecida a investigação que apura movimentações suspeitas nas contas do filho do presidente Jair Bolsonaro e de assessores de seu então gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

A estratégia da defesa, discutida no final de semana, é aguardar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito das investigações nas quais houve compartilhamento sem autorização judicial de dados sigilosos detalhados de órgãos de inteligência, como o extinto Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) – atualmente Unidade de Inteligência Financeira (UIF).

O julgamento do tema pelo tribunal está marcado para o dia 21 de novembro, mas a defesa de Flávio prefere que o julgamento seja antecipado, e espera que os ministros da Corte discutam o assunto antes dessa data.

O objetivo da defesa é usar a decisão do STF para anular as provas do caso na Justiça do Rio de Janeiro para, em seguida, pedir o arquivamento do processo.

Investigações

Em julho, atendendo a um pedido da defesa de Flávio, o ministro Dias Toffoli suspendeu todos os processos nessas situações, e condicionou a retomada dos casos ao julgamento da questão pelo Supremo.

Nesta segunda-feira (30), o ministro Gilmar Mendes do STF atendeu a pedido de Flávio Bolsonaro e determinou a suspensão das investigações sobre o parlamentar no Rio de Janeiro.

Bolsonaro

O caso Queiroz é o que mais preocupa o presidente, apesar de negativas oficiais. Nos bastidores, a avaliação de integrantes do governo e de aliados do presidente é a de que a investigação contamina um dos principais pilares da campanha de Bolsonaro: o discurso de intransigência com o combate à corrupção.

No último final de semana, Bolsonaro recebeu no Palácio da Alvorada o advogado de Flávio Bolsonaro pelo menos três vezes, fora da agenda oficial.

Nesta segunda-feira (30), questionado, o governo disse a jornalistas que o advogado Fred Wassef esteve com o presidente pois o defenderá no caso Adelio.

Fonte: G1

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