quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Cidades

Estudantes estancianos chegam a pagar até R$ 296 com transporte para estudar em Aracaju; Em Boquim não se paga nada

Os estudantes estancianos que precisam se deslocar até a capital sergipana para estudar nas faculdades e universidades, estão vivendo um verdadeiro drama ao terem que desembolsar R$ 296,00 àqueles que frequentam à universidade federal e R$ 280,00 àqueles que estudam nas universidades privadas.

A redação do Entre Notícias checou o portal da transparência para verificar o valor de repasses realizados pela Prefeitura de Estância para as associações dos estudantes e constatou que a Associação dos Estudantes Federais de Estância – ASEFE, recebia até novembro de 2019, um repasse de 25.500,00 (vinte e cinco mil e quinhentos reais). Já a Associação Estanciana dos Estudantes das Entidades Particulares – AEEEP, recebia até novembro de 2019, um repasse de R$ 28.750,00 (vinte e oito mil, setecentos e cinquenta reais). Nos meses de junho, julho e novembro de 2021, durante o período pandêmico a AEEEP recebeu 6.250,00 (seis mil, duzentos e cinquenta reais).

Vale lembrar que o ex-prefeito Carlos Magno chegou a fazer repasses de até 42.000,00 (quarenta e dois mil reais) para ambas as associações, embora, seus últimos repasses foram de 11.000,00 (onze mil reais) para a ASEFE e 17.570,00 (dezessete mil, quinhentos e setenta reais) para a AEEEP em dezembro de 2016.

Apesar da aulas terem recomeçado nas universidades, não encontramos no início de 2022 repasses efetuados às associações, que hoje estão cobrando dos estudantes os valores de R$ 296,00 na ASEFE e R$ 280,00 na AEEEP, um valor alto para estudantes, principalmente, àqueles que vieram da escola pública e se esforçaram para chegar na tão sonhada beylikdüzü escort universidade.

Dois irmãos que passaram no vestibular para a UFS em 2021, desistiram do curso porque não tiveram o recurso para bancar o transporte para a capital. Caso tenham passado esse ano, é provável que desistam novamente.

A redação do Entre Notícias pesquisou também, quanto os estudantes de outros municípios estão pagando para se deslocarem para às universidades da capital.

Segundo o vereador Jonas Vidal, que foi secretário de educação no município de Boquim: “Na cidade de Boquim o estudante não paga absolutamente nada. Eram mais de 400 estudantes universitários que viajavam a custo zero até o início da pandemia. Mas tenho certeza que hoje são muito mais alunos e também não pagam nada”, disse o vereador boquinhense. Ainda segundo informações, as cidades de Arauá, Cristinápolis, Capela, também não cobram dos seus estudantes universitários o transporte para estudarem na capital. A cidade de Itaporanga, cobrava até um pouco antes da pandemia, uma taxa simbólica que variava entre R$ 10,00 e R$ 20,00.

De acordo com dados do portal Meu Município a cidade de Estância teve uma receita em 2020 no valor de R$ 216.514.278,10 (duzentos e dezesseis milhões, quinhentos e quatorze mil, duzentos e setenta e oito reais e dez centavos), enquanto a cidade de Boquim teve uma receita de R$ 65.476.108,28 (sessenta e cinco milhões, quatrocentos e setenta e seis mil, cento e oito reais e vinte e oito centavos), menos que um terço da arrecadação estanciana. Quando comparada com Arauá, a diferença de receita é ainda maior, o município de Arauá teve em 2020 uma receita de 34.850.580,09 (trinta e quatro milhões, oitocentos e cinquenta mil, quinhentos e oitenta reais e nove centavos), uma receita seis vezes menor que a Capital Brasileira do Barco de Fogo.

A Prefeitura de Estância, liderada pelo prefeito Gilson Andrade não está dando prioridade aos estudantes universitários, sendo que são estes jovens que irão num futuro próximo, qualificar a mão de obra do município nas mais diversas áreas do conhecimento.

Por Cláudio Hiroshy

 

 

 

 

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