Possível chapa majoritária do PSOL preocupa PT de Rogério Carvalho


O Psol vem mostrando força nas últimas eleições em Aracaju, onde tem conquistado cada vez mais adesões. Em 2020, a sigla chegou a derrotar o PT na capital. Os dois partidos atingem o mesmo eleitorado e é aí que está a preocupação do Partido dos Trabalhadores com uma possível chapa marjoritária do Psol.

Nas eleições em 2018, na disputa para o Senado, Henri Clay foi o segundo mais votado de Aracaju, tendo cerca de 110 mil votos no estado. Já em 2020, a vereadora mais votata de Aracaju foi Linda Brasil do Psol, com cerca de 6 mil votos, e a professora Sônia Meire, também do sigla, atingiu 3 mil votos, sendo a oitava mais votada de capital.

Na eleições de 2018, o deputado estadual Iran Barbosa, recém filiado ao Psol, foi o segundo mais votado em Aracaju, com cerca de 15 mil votos. Historicamente, Iran tem grande potencial de votos na capital, onde foi vereador por dois mandatos, sempre eleito como o mais votado.

Outras figuras públicas expoentes do Psol, são o delegado Mário Leony e o professor universitário Alexis. Ambos são lideranças ativistas dos movimentos sociais e estudantis, e nas últimas eleições tiveram expressivas votações, principalmente am Aracaju.

Já em Estância, importante colégio eleitoral do interior de Sergipe, Márcio Souza, também do Psol, é a grande força política de oposição ao prefeito Gilson Andrade (PSD), com quem disputou as últimas eleições e obtendo 12.887 votos, elegendo, inclusive, dois vereadores do Psol.

Nitidamente, o Psol tem hoje grande militância na capital e em Estância, justamente onde os números não são favoráveis para Rogério Carvalho (PT).

Uma candidatura do Psol para o governo poderá complicar Rogério, que tem, até então, priorizado e articulado a ampliação da sua chapa majoritária com políticos e partidos tradicionais.

De acordo com o Psol, nesse mês, a sigla fará conferências eleitorais nacional e estadual, para definir apoio à pré-candidatura de Lula à presidência da república e, em Sergipe, diante dos movimentos políticos e das indefinições do PT local, no Psol cresce internamente o sentimento por chapa própria majoritária ao Governo e ao Senado.

Fonte e foto: Revista Realce

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