Soberba de Carlos Magno poderá derrotar Márcio Souza

Há exatos 303 dias das eleições municipais de 2020, o ex-prefeito Carlos Magno (PSB) anda eufórico e esbanjando sorrisos. Ele e alguns seguidores andam dizendo nos quatro cantos da cidade que o atual prefeito Gilson Andrade já testá com a eleição perdida.
Enfático nas colocações devidamente pensadas, o ex-prefeito foi extremamente duro em dizer no Programa Microfonia, comandado por Dominguinhos Machado, que o prefeito Gilson Andrade faz uma administração ‘medíocre’, por pensar pequeno e por não amar a cidade de Estância.
Exemplos não faltam para contestar a fala infeliz do ex-prefeito quanto a essa síndrome do “Márcio já ganhou” ou do “Gilson já perdeu”. O próprio Carlos Magno sentiu na pele uma derrota amarga para Gilson Andrade em 2016, derrota esta, que o mesmo tinha como vitória certa, afinal ele era o visionário das grandes obras, das “obras estruturantes” como gostava de discursar.
É mais que notório que a gestão do prefeito Gilson Andrade enfrenta diversos problemas de ordem tanto administrativa quanto política, mas daí enganar-se achando que Gilson já está derrotado é no mínimo preciosismo ou soberba.
A soberba parece rondar o PSB em Sergipe. Em 2018, o ex-deputado Valadares Filho, também achava que venceria a eleição, pois às pesquisas de opinião, sempre o colocavam muito à frente dos 7% iniciais de governador Belivaldo Chagas que iniciou 2018 em terceiro lugar. Mas, por pouco a eleição não foi em 1º Turno com o crescimento de Belivaldo na reta final.
Na condição de principal orientador de Márcio Souza, o prefeito Carlos Magno, que já deixou claro que ficará apenas na retaguarda, orientando, não deveria desprezar o poder da máquina administrativa, afinal, o que parecia impossível para Belivaldo que “chegou pra resolver”, mas que até agora não tá resolvendo nada, foi o suficiente para reelegê-lo naquele momento.
Alianças políticas são mais que legítimas, mas precisam ser feitas de forma programática e alinhadas com as necessidades da cidade e seus cidadãos. É legítimo também que o pré-candidato Márcio Souza procure lideranças para ampliar o arco de alianças, mas ao que parece a aliança entre o PSOL e o PSB têm um único propósito: derrotar Gilson Andrade e Charles Tocqueville descreve isso muito bem quando diz que “na política, os ódios comuns são a base das alianças.”
É bem verdade que Márcio Souza construiu ao longo de três eleições o momento em que está, porém, acreditar piamente nas palavras do seu orientador maior, que a eleição já está ganha, pode custar caro, já que outras pré-candidaturas estão sendo construídas na Capital Brasileira do Barco de Fogo, como: Dominguinhos possível candidato do PT, Sueli Barreto (Cidadania) e o conservador Joílson Menezes.
Afinal, como diz Benjamim Disraeli, “Em política, nada é desprezível”.
Por Cláudio Hiroshy
