A esperança que morre – Por Maria Fernanda Arruda


“Há togados de diversos tamanhos (gordos, muito gordos, cabeludos e velhos), mas todos contribuindo dentro de sua natureza nefasta para deprimir, violentar e fustigar a saúde social”.

Diz a voz popular que ‘de médico e louco cada uma tem um pouco’… E não posso deixar de dar minha opinião sobre  a patologia que atingiu nosso país. Infelizmente estou tentando achar outros informes para amenizar os sintomas e pensar que pode haver salvação. Mas não consigo ver essa esperança.

Como é que e esperar recuperação de um organismo atingido por falência múltipla de funções? A verminose é uma perigosa moléstia que por sua solércia faz pensar que tem cura fácil, mas não . Age pela via mais subreptícia, que é por meio dos intestinos e sabota organismos aparentemente fortes.

Patologia

Como se fosse uma teníase que ganha dimensão dentro do campo intestinal e mesmo eliminada aparentemente volta a ressurgir e prejudicar o portador. Não há como ver nosso Brasil brasileiro senão com os efeitos dessa verminose perigosa que se mostra até letal! Em nossa sociedade os vermes estão tão numerosos que nem se podem disfarçar.

Há togados de diversos tamanhos (gordos, muito gordos, cabeludos e velhos), mas todos contribuindo dentro de sua natureza nefasta para deprimir, violentar e fustigar a saúde social. O que não fazem por si, fazem por seus criminosos protegidos, endinheirados como lhes convém, ainda que estupradores e exploradores sociopatas.

Como vermes que são, deram o golpe covarde valendo-se de ter abrigo intestino nas esfera governamentais.  Valeram-se covardemente de suas funções para se vender a um país cúpido que nos quer como sempre quis, nos dominar.

Se a esfera judicial está podre e já deveria ser extirpada como um apêndice que de nada serve e ainda contamina com sua corrupção, as outras reservas vitais apresentam iguais sinais da patologia que atinge o todo. As fardas que se mostraram ineptas para ser vistas como defesa ou anticorpos úteis, continuam em sua inércia doentia.

Resistência

Com essa situação somática, como esperar reação do todo social? Se não há força confiável, como se erguer um braço ou dar um passo? Estamos como confinados em uma UTI como enfermo que não mostra sinais vitais e fica aguardando óbito! Aproveitando-se da já fragilidade do organismo, mais males vem como sangue sugas a ganharem seus dividendos. E vemos empoleirados nos ministério as figuras mais sórdidas da política de todos os tempos…

A impressão é de que nem um enfermeiro/a se abala em dar um banho que ao menos alivie o odor nauseabundo de tantos vermes. A situação da moléstia -tudo indica – se deu por indução criminosa de arma química ($$$) produzida nos EUA com o exato propósito de minar corpos que não tivessem defesa orgânica.

Viram que era bem esse caso quando experimentaram essa eventual resistência em 1964. Depois disso, com a tranquilidade de quem triunfou em suas experimentações foi fácil, muito fácil, tomar conta do bem desejado. Temos um Brasil já devorado pelos vermes antes de ser sepultado…
Que pena! Que angústia!

Maria Fernanda Arruda é escritora, colunista do Correio do Brasil.

 

Fonte: Correio do Brasil

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